Curiosidades
O valor daquilo que é raro.
- O valor daquilo que é raro.
- O valor do clássico, antigo ou moderno.
- Bowie: O mais famoso formato de lâmina.
- Como uma boa faca pode ser feita.
- Idade dos Metais
- Elementos Importantes
- O Primeiro Ferreiro do Brasil
- Origens da Cutelaria Artesanal Brasileira
- Mitologia e Simbolismo do Ferreiro
  O Valor Daquilo Que é Raro
                                  Laércio Gazinhato

Boas facas, principalmente as antigas e as "customs", são como verdadeiras obras de arte: seu valor artístico supera (e normalmente em muito) o valor material. Numa faca especial existem elementos, muitas vezes intangíveis, que não possibilitam sua simples avaliação como objetos, mas sim que a inserem verdadeiramente no patamar de uma obra de arte.
 O primeiro desses elementos é a fama do produtor, quer seja um artesão ou uma empresa, antiga ou moderna.   Assim, quanto mais conhecido for um produtor, mais pessoas existem (e existirão futuramente) desejando o que ele produz. Em segundo lugar, vêm os materiais que o compõem.
 Há cerca de 20 (vinte) anos, facas Bowie inglesas do século 19 eram apenas "facas antigas" e como haviam poucos colecionadores seu preço era extremamente acessível.As hoje famosissimas Rodgers eram, naquela época, apenas "mais uma marca inglesa". Hoje, para grande número de colecionadores, ter uma Rodgers é até um símbolo de "status". O mesmo se passou com as facas Randall, ou seja, estes e outros nomes ganharam fama e tudo isto ocorreu porque o número de colecionadores de lâminas aumentou (e continuará aumentando!) tremendamente.
 Em tempos recentes, um exemplo simples disso ocorreu também com o marfim: antes um material de fácil aqusição, hoje é verdadeiramente "disputado a tapas", principalmente em sua forma bruta, que dê para ser empregada em empunhaduras de facas. Neste exato momento, quase o mesmo está se passando com o chifre do veado indiano Sambar, pois a Índia restringiu sua exportação a partir de 1999.
 E não pense que isto ocorre apenas com as facas, digamos, habituais. A valorização atingiu até a mais cara faca do mundo, a "Jóia do Nilo", executada pelo hoje famosissimo cuteleiro "custom" norte-americano Buster Warensky e vendida em 1989 por 1 (um) milhão de dólares ao colecionador japones C. Itoh, na época vice-presidente da Sony Corporation. Recentemente, um consórcio formado por colecionadores norte-americanos (entre eles suspeita-se que o próprio Warensky) formalmente ofereceu a Itoh 1,5 milhão de dolares por ela e ele, lacônica e simplesmente, respondeu que "...a oferta precisava melhorar".
 Colocar seu dinheiro em facas únicas, raras e caras, é um negócio rentável em todo o mundo. 
 Assim, o investidor em cutelaria deve sempre ter em mente que também nesta área o que é raro SEMPRE comandará valor superlativo, tão superlativo que uma simples faca pode, algumas vezes, ter valor superior a uma pintura, escultura ou jóia famosa.
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